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1.7.08

Diário do Fantasma do Castelo...

Eles fecharam-me as portas desse castelo comum em que se fazem nobres. Foi por isso que dos meus trapos de mendigo, das minhas feridas de leproso lacerado, das minhas lágrimas de tanta solidão, eu erigi estas muralhas de ferro, estes portões cinzentos, estas torres altas guardadas por gárgulas e grifos de magias mais negras que os abismos. Dentro delas me resguardo pelos dias tristes, contemplando o Mundo em redor. Daqui observo os homens do castelo que cumprem as suas vidas na estupidez da ignorância plena. Sao moscas esvoaçando sem propósito ignorando o propósito final de tombarem na teia de uma aranha. Muitas noites vejo archotes no castelo, ouço o gargarejo dos bardos, os gritinhos das damas, as gargalhadas sonoras dos duques e do Rei.
Eles festejam o esplendor da sua côrte; os seus bailes devassos e cruéis são a celebração dos seus actos de vileza, o seu modo de se assumirem como Elite, de se provarem ruins. E nessas noites em que os archotes do mal brilham mais do que as estrelas, eu, mesmo estando longe, rio-me com eles; e também danço ao som das suas modas:

Porque enquanto o Rei se ufana com os seus cães, eu vou no escuro tecendo a minha teia…

30.6.08

Breve Interpretaçao da Vida Segundo Salvatore Quasimodo

" Ognuno sta solo sul cuor della Terra
Trafitto da un raggio di sole.
Ed è subito sera..."
- Amor?
- Amor...
- Nao prolonguemos a noite. Apaga as luzes.

(E Uma Homenagem a Saint-Exupéry...)

D Juan de Marco, Quando Velho, Medita Nas Suas "Mille e Tre!"

O que eu desprezo mais naquela que mais amei é a manifestaçao do que ela se tornou: O oposto exacto de todos os meus valores. Terá sido um processo voluntário? Nada dá mais prazer e liberdade a uma mulher do que um acto de contradicçao. Mas a fatalidade desse acto está na distraçao inevitável de um dia se contrariar a si mesmo...

Do Diário de Nero - Condenaçao de Agripina

O que eu nao consigo perdoar na minha mae, nao é o que ela fez e o que ela foi. É o que ela faz e o que ela é.

27.6.08

E Depois do Adeus...

Ah, Nero que ardeu Roma e se esqueceu de mim!

19.6.08

Do Diário de Lúcifer

Não há maior poder que a LIberdade. Caí e ergui-me pelo sonho de deixar de ser escravo de Deus.

15.4.08

Monóxido de Carbono

...E finalmente cheguei, estava cansado, a luz era pouca. Sentei-me no chão, sem cuiddado, sem pensar no fato que se estragava, na gravata que tirei e atirei para longe, nos sapatos que perdiam a forma sob o corpo mole (mas pesado), no jarro que derrubei, nas flores que morriam, na água que se alastrava e me molhava os pés. Liguei o aquecedor velho que já não funcionava, que já não aquecia, que apenas soltava num silêncio cínico o seu gaz indiferente. Pensei em ti, pensei em mim, pensei no dentro e no fora, pensei em coisa nenhuma. Vi as sombras no tecto, vi as longas persianas, ouvi um relógio dar a hora ao longe, ouvi a buzina de um carro em baixo, ouvi os gritos do casal ao lado (onde o amor, amor, que antes sentia?), provei o inominável. Tu compreendes, eu compreendo, compreendemostodos: tudo é egoísmo. Eu sinto, tu sentes, e já sentiste assim.Compreendo, compreendes, conheces como eu a saturação da existência, a sensação de acordares um dia e não apetecer mais nada. Acordas como se adormecesses.
O dia era perfeito (como todos os dias), desistir apetecia intensamente, e eu, muito prático, muito cuidadoso, agarrei a oportunidade desse desperdício, abracei a possibilidade de confirmação da minha personalidade fraca e banal.
Como se pedisse a mão de uma mulher que se ama, quis fazer tudo bem:
Comprei o anel da minha fuga, acendi duas velas, coloquei a fotografia deum somking (porque não tenho nenhum) diante do meu retrato. Até escrevi um bilhete, muito simples, muito directo como devem ser os bilhetes nestas e noutras coisas: «Adeus», simplesmente, sem mais nada. E fechei os olhos.
Esperei. Só preciso da solidão e do silêncio, depois será a paz, certamente. Eu sei que tenho só de esperar, sim, não tenho dúvidas:Estou sozinho, tudo está fechado, ouço apenas o aquecedor que me segreda ao ouvido e que suspira... Ah, som divino! Não digam nada! Que ninguém surja, ninguém fale, quero ouvi-lo! Calai-vos também vós vozes da Noite! Shiuuu, silêncio, shiuuuuu... não pode haver barulho, nada nem ninguém aqui e agora... devagar, mais um pouco, devagar. O medo é nada...

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De súbito a Cobardia entrou-me pelo quarto e veio abrir a janela antes fechada...

12.4.08

Mandamento do Profeta Herético


Se o estarmos na vida é da responsabilidade de um outro, estamos isentos do pecado original.

9.4.08

Do Divino

a) Cristo nasceu dos densos medos dos Homens. Por temerem o imortal desconhecido mistificaram o crucificado em mistério, meio pelo qual um corpo vivo ou inanimado se deifíca e sacraliza. Sacralizar, por seu lado, é dar resposta de lei ao que não tem lei nem resposta e um sentido final e único ao que não é mais do que mero objecto distorcido num símbolo. Cristo foi assim (como outros ícones seus semelhantes) moldado num grande mito de modo a conseguir o poder de tornar acessível o absurdo do mundo e o seu vácuo aos que temem demasiado observar-se e não suportam a ideia de ignorar. O Homem fez-se, deste modo, um deus que se fez rei, um mito sobre o trono de toda a raça Humana. O mito, porém, é insuficiente por si mesmo; e um Senhor, para governar, precisa de súbditos. Que fazer, então, para salvar o mito? Render toda a razão aos caprichos da Fé, deixar a lógica às mãos da estupidez, o juízo privado no algoz do dogma… O preço da explicação sublime do Universo e das coisas foi o perder-se o sentido de Universo e de coisas, o que para o Homem corresponde a abdicar da liberdade individual pelo bem do conforto da sensação de alma, obliterar-se em nome de uma ideia, entregar-se a si mesmo como escravo…

b) Há muito tempo, numa língua antiga que já ninguém fala, "Fé" do latim fede e do português "fede" (que reflecte o seu odor nauseabundo) dizia-se: Marg-Ha-Rid-Ha, que veio a resultar no nome próprio Margarida. Eis porque é do Diabo a alma de Fausto…

8.4.08

Meu Pé de Laranja em Lima, em Lisboa, no Mundo... Murchou; Foi um Segundo...

…O Homem Ilustre que come em casa do pobre… «Para onde fugiu a galinha? Zézé, foi você que pegou a galinha? Fernando, foi você que pegou a galinha? Miguel, foi você…?» Na minha casa de menino havia um aviário… Mamãe matava galinhas para servir o Homem Ilustre que ia de visita. O Homem Ilustre era um grande fato sem rosto. Ele adorava frango de cabidela e fazia negócio de escravos na sua fábrica de sabonetes. «Onde pôs você a galinha seu danado?!» «Eu não fui eu, não, nem que eu não vi galinha não por aí!…»Na minha casa de grande há uma prisão sem grades… Há aviários de homens como de galinhas, há homens que matam como predadores… Uma vez um czar que caçava homens (Drummond) achou crueldade caçar borboletas (Anedota Búlgara)… Homem de Cabidela para os senhores do Mundo… O Homem Ilustre vem almoçar amanhã…Guerras Antigas, meus romanos, meus persas, guerras modernas, primeiras e segundas, guerras recentes por Diabo e por Deus… Homens perdidos nas fábricas, esmagados na prisão dos dias, nos campos de concentração do quotidiano… Auschwitz não morreu em 1945. Auschwitz não matou apenas os judeus. Auschwitz não fica só em Auschwitz. Na cidade onde eu moro há um lugar tenebroso… Auschwitz sou eu…A Humanidade é um polvo que se alimenta do sangue dos inocentes… Mas suponhamos que injecto arsénico nas veias e que a Humanidade inteira faria um festim de mim… Que melhor fim para esta vida feia? Que melhor fim?!

7.4.08

E apesar de tudo, ainda o beijo de Judas...

…Falsos amigos que comem na tua casa, que te vestem os fatos, fumam os teus cigarros, passeiam no teu automóvel… Falsos amigos que te usam, que abusam do teu corpo, da tua personalidade infeliz, que te esquecem quando te são necessários, que te querem quando tu estás cansado, que não sabem dos teus anos ou do teu desgosto, mas que estão sempre a par do que tu gastas e de quanto tens para gastar, mas que nunca ignoram quanto valem os sapatos que calças, mas que sabem sempre quando estás em casa! E tu que sabes que nem são bem teus amigos, e que alimentas essa frágil mentira, esse pexisbeque social, porque são eles que te tornam útil…

4.4.08

Um Passo Mais Além e Fôra Abismo...

Já não há medo neste precipício… Só rochas lá em baixo, tal como aqui no pico da falésia. Apenas varia a altura entre o seu espaço e o meu. Passou o tempo em que era um Monstro tudo o que eu não conhecia. Depois veio a sede de desvendar os mistérios. Mas o aventureiro foi esventrado pelos seus próprios sonhos e eu sou o que restou do seu esqueleto.
Porque é infinito o diagrama do Tempo, é infinita a minha paciência. Já não busco mais nada pois nada há para achar. Aqui como ali há vida e pedras alternadamente (como em qualquer outra parte), e o haver isso me basta para me ter onde estou. O Sol brinca às escondidas com o Mundo há um sem fim de milénios, e eu fico sentado à beira do penhasco a vê-lo brincar, como quem vigia uma criança para que não se magoe. Tomei gosto neste olhar para as coisas só por olhar para elas, apenas para notar a beleza que têm: Todas as coisas são belas dependendo da luz que se lhes dá - Tomei assim como inquebrável princípio dar a melhor que contenho - como poderia dar outra?.
É por isso que no cume do abismo eu olho para baixo, contemplando o fim, e penso apenas como é belo e calmo e na paz que me dá, porque, apesar do que sinto e do que vejo, imagino sempre que ele a tem. Imaginar é pôr oum pouco de sonho em cada coisa. Que importa se, antes disso, lá se achava ou não?
Quando for altura, uma brisa suave há-de empurrar-me adiante, deixando-me cair como um folha sêca. Mas entretanto pude ver o que era belo na vida, e no fundo já não verei a escuridão…

31.3.08

Musica II - Reinventando Drummond


Uma coisa triste no fundo da sala.
Disseram-me que era Chopin.
- «Encantador» – respondi secamente; e recostei-me...
O meu interlocutor falou então de um desgaste quotidiano,
Vaticinou que esta vida é uma porção de deveres,
Estabeleceu metereologias e furores de dentro e fora da alma,
Relacionou sistemas e culturas com os calabouços do Homem,
Argumentou que as estrelas são simples candeeiros esquecidos pelos deuses
Quando há muitos anos se deitaram para dormir para sempre...
Constatando, enfadado, que eu nada dizia,
Perguntou caçoando o bigode o que eu achava...
Eu considerei as contas que era preciso pagar,
Os passos que era preciso dar,
As dificuldades…
Tudo parecia tão pesado,
Tão complexo,
Tão inútil...
O que havia a dizer?
Assim,
Enquaderei o Chopin na minha tristeza
E adormeci,
Deixando ao homem do sonho a responsabilidade de pagar todas as dívidas
E ao meu aborrecido interlocutor
O copo de gin ainda por beber
Que talvez guardasse essa resposta
Que eu não soube
Não quis,
Não pude dar…

Queixume da Alma Segundo Rimbaud - Original e Tradução

Oisive jeunesse,
À tout asservie,
Par délicatesse
J'ai perdu ma vie…
..............

Juventude alada,
De tudo cativa,
Por ser delicada
Perdi minha vida…

30.3.08

Do Crítico Literário - Diário do Admirador de Lombadas...

Há quanto tempo já não leio um livro? A literatura inteira perdeu-se no tédio das minhas horas. Folheio as páginas, admiro os títulos, aprecio as capas. Tudo o mais me passa ao lado como ao homem casto é indiferente o desejo. A livraria, mesmo a mais modesta, é para mim um Museu. Entro, contente por ser domingo e eu não pagar a entrada - curiosamente é sempre domingo numa livraria, na minha hora de entrar. Contemplo as peças postas e tenho sempre cuidado para não lhes mexer. Se estão de frente penso: «Que capa bonita!», mesmo que o não ache. Muitas vezes não encontro meio (por mais que tente) de compreender aquelas obras em que (apesar do que eu considero defeitos) outros homens com nome (um nome mais sonoro que eu não tenho) vêm arte; mas se estão alí, naquele espaço sagrado, e se estão expostas é porque uma autoridade as entendeu e as considerou importantes e eu respeito sempre a autoridade.
Se os livros estão por ordem, na sua prateleira, percebo que estão catalogados, e que o modo correcto de estarem é exactamente assim como estão. E mesmo não alcançando a intenção do autor e o critério que o expositor escolheu (o que normalmente acontece), considero, um pouco mais alto, para que à minha volta me ouçam e tudo pareça bem: «Que rica lombada! Que ordem! Que perfeição! O artista estava embrenhado de rigor estético!» E, considerado isto, vou-me embora, agradecendo muito a tolerância e o cuidado aos curadores do Museu. É no fundo o meu método de abarcar a realidade de um livro. Porque o meu método transmite esse consolo agradável de uma calma sensação de segurança, mesmo que esse consolo, essa segurança, não sejam mais do que a consequência natural de uma continuada representação de que me acho quase sempre consciente. No fundo, não leio: passo e finjo que leio. Finjo que compreendo. Finjo que sinto como é suposto sentir ou, simplesmente, que sou realmente capaz de sentir. Finjo que gosto de gostar.

É também assim que faço com a vida...

29.3.08

Apontamento Sobre Arte e Estética:

É estético o que suscita o desejo. A Estética é a disciplina da voluptuosidade. A Arte é indiscutivel, indubitavelmente adogmática. O dogma que agora estabeleço não está na Arte mas fora dela e é de fora dela que eu o constituo como parte integrante de si. Os frutos da árvore que ela é podem cobrir-se de propósitos universais, mascarar-se, talvez, de Humanitários, podem dar-se, alugar-se, vender-se, apelar às massas. Mas quem os morde e os sente, o sentido que têm ou não têm, o agradável ou repelente que suscitam, o conforto ou o asco, o belo ou o feio, são sempre de um único homem ou o juízo de um particular. Podem até procurar impôr uma apreciação, um valor, promovê-lo no quadro da importância social, dar-lhe estatuto de lei, incuti-lo no padrão social de Bom e de Belo, talvez até (grave ofensa à Arte), de Moral. Mas não podem, aquém da máscara social, controlar a reacção do indivíduo perante aquilo que vê.

Música que ouço em não sei que espaço, eu quero-te no meu quarto, queria, talvez, ter sido eu a compôr-te… Colunas de não sei que templo, essa imponência apela ao meu desejo de ter-vos como parte material da minha porta… Quadro de não sei que cores, as minhas paredes brancas pedem-te que as enfeites, que lhes tires a palidez quotidiana… Mulher, doce mulher, de um qualquer Deus, enche o espaço vazio da minha cama! Se eu te desejo, tens a toda a Filosofia, toda a Moral, toda a Estética que suporto e até de que preciso! Se eu te quero, se acordas com força o meu desejo de posse, então, objecto, iguaria, espaço, temperatura, corpo, ar, seja o que fôr, se eu te quero, se eu te tenho amor, és sem dúvida Arte e essêncial! E eu hei-de ter-te até que enfim me farte, e que voltes, de novo, a ser banal…

27.3.08

Breve História da Morte de Narciso

Tantos Homens que buscam o rosto de Deus! Mas será que existe esse ideal de bruma? Onde está ele? Onde está ele? Onde está ele?! Porque não nos defende dos horrores do Mundo, dos horrores dos outros, dos horrores de nós próprios? «É o Demo!, é o Demo!» gritam umas almas mais espantadas… É então o Demo o Senhor dos Vivos… Belo Deus Supremo que só consola os mortos! Convenhamos que é um Deus inteligente: é mais fácil consolar um cadáver… Sim… Os Homens buscam o rosto de Deus… e eu que finalmente o achei! Ainda lembro exactamente como foi… certa manhã de sol fogoso, em frente ao espelho… Foi o meu maior pesadelo… Era tão feio! Tão real! Tão acessível! Estava tão perto… Conheci então o horror da responsabilidade… Porque é tanto o esforço de albergar a divindade em nós! Foi por isso que Narciso se afundou nas águas: ele não se apaixonou por si mesmo como dizem. Narciso nem era muito belo… Mas certo dia foi ao lago matar a sua sede, pesando no seu coração a dúvida de todos os Homens, e viu o que buscava no lago em que bebia. Pareceu-lhe primeiro um outro, mas percebeu, porfim, que o rosto que contemplava era o seu. Como podia, ò perfídia!, ser possível ser ele mesmo toda a divindade? Como suportar agora a obrigação sublime de sempre agir bem, de ser Perfeito, de ser Justo, de ser Bom? Onde cabia nesta descoberta a segurança, o alívio, o repouso do erro?
E foi então que, embrenhado no desespero desta verdade inflexível, e incapaz de se submeter à alienação das crenças, Narciso contemplou uma vez mais o seu rosto, e, com uma expressão de assombro e ódio inconsumível, mergulhou furioso no cemitério das águas…

"Um Pouco Mais de Azul - Eu Era Além..."

Eu vivi na antecâmara do Bom, com as mãos tocando o quase do sucesso; mas o meu fim foi o do mísero farsante que mendigou nos palácios da Fortuna e apodreceu na escuridão dos becos. Fui um pouco, assim, como o corsário afogado que lutou desvairado contra os furores das águas, roçando sempre os dedos nos ramos do arbusto que o levaria enfim à segurança da margem.

"Para atingir, faltou-me um golpe d'asa"...

24.3.08

A Explicação Final da Santa Inquisição...

A Terra gira à volta do Sol, não de ti mesmo. Rodares eternamente em torno de outras coisas é a maldição da tua existência. Eis porque merecia morrer Galileu.

23.3.08

De Sólon e Outros Tantos Sonhadores...

O Homem receia o Caos e tenta por isso combatê-lo com o método. Mas quanto mais se organiza mais a ordem e o controlo lhe escapam. Porque o Caos é parte intrínseca dos Homens e das coisas e a natureza é maquinalmente aleatória. É tão perfeita que é desconcertante, sarcasticamente imprevisível. É este o desespero do legislador.